O salão
Glória Martins · Cabeleireira e fundadora
Ando nisto há dezoito anos e continuo a achar que o mais importante que faço é dizer que não. Não a uma cor que lhe vai destruir o cabelo, não a um alisamento que não aguenta, não a uma foto do Instagram que foi feita numa base que não é a sua.
A consulta de cor é gratuita e faz-se antes de marcar. Vejo o seu cabelo à luz do dia, faço um teste de mecha se for preciso, e digo-lhe quantas sessões vai levar e quanto custa ao todo — não por sessão.
Também vendemos os produtos que usamos, não porque dá comissão, mas porque metade do resultado depende do que faz em casa. Se comprar o champô errado no supermercado, o trabalho que fizemos aqui dura duas semanas.
«A melhor cor é a que ainda está bonita daqui a dois meses.»
Antes de marcar. Com teste de mecha se for preciso e o preço total fechado.
Se a sua base não aguenta, dizemos. Preferimos perder o serviço a queimar-lhe o cabelo.
Ensinamos a rotina e vendemos só o que usamos aqui — nada de prateleira cheia.
A melhor forma de perceber se somos a casa certa para si é aparecer.
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